Terapia nas organizações é ferramenta para reduzir estresse e afastamentos

Os transtornos mentais e emocionais são a segunda causa de afastamento do serviço, segundo o Ministério da Previdência Social. A Organização Mundial da Saúde alerta que uma em cada quatro pessoas sofrerá com um transtorno da mente ao longo da vida. Apesar dos números, muitas empresas ainda não aderiram a um programa de qualidade de vida para seus colaboradores.

Saber controlar a ansiedade, não importa o cargo do funcionário, faz toda a diferente na vida dentro e fora das organizações. Vencer o estresse, a inquietação e tomar atitudes mais conscientes e ponderadas trazem benefícios para todos.

A empresa que investe em ações de qualidade de vida e cuidados com seus colaboradores ajudará, portanto, a reduzir outra estatística: o INSS chegou a mais de 16 mil pessoas afastadas do emprego, em 2015. Depressão, casos graves de estresse são parte do diagnóstico. Algo que deve ser combatido.

“A psicoterapia dentro das organizações é uma ferramenta para reduzir drasticamente problemas de saúde e de afastamentos. Todos querem um ambiente saudável e esse é um caminho assertivo”, diz a psicóloga Amanda Amorim, da Clínica Espaço Construir.

Segundo a especialista, a consulta terapêutica dentro da empresa tem trazido resultados surpreendentes. A escuta terapêutica, técnicas de relaxamento e respiração estão mudando a vida de centenas de pessoas.

4 dicas simples podem ajudar a reduzir o estresse

1) Buscar equilibrar o conjunto de aspectos da nossa vida (trabalho, estudos, família, autoconhecimento e espiritual) por meio da psicoterapia;
2) Estabelecer metas semanal, mensal, semestral e anual;
3) Procurar fazer pausas de 2 em 2hs para esticar as pernas, comer algo saudável ou até mesmo caminhar pela empresa.
4) Além disso, manter uma garrafinha de água sempre por perto. Sua mente agradecerá.
Quer saber mais? Entre em contato e saiba como implantar um programa de qualidade de vida no seu trabalho.

Como lidar com a ansiedade na infância

A ansiedade é querer viver um futuro no agora. E é claro que é um futuro incerto. Não é algo ligado à personalidade e sim uma emoção, que deve ser observada e cuidada. Ao contrário do que se imagina, não acontece somente na fase adulta.

À medida que a criança cresce e se desenvolve cognitivamente, o foco dos seus medos e preocupações passam do concreto para preocupações mais abstratas e o problema é quando isso atrapalha o cotidiano dela, trazendo prejuízos ao sono, aos estudos e à construção de amizades.

Segundo a psicopedagoga Amanda Amorim, da Clínica Espaço Construir, é preciso perceber a diferença entre expectativas e ansiedade. É natural, por exemplo, que a criança tenha reações de medo ou euforia, por exemplo, diante de uma situação nova, como adaptação escolar, passeio ou festa de aniversário. Mas passa.

A ansiedade merece um olhar cuidadoso e traz consigo sintomas, como enurese noturna, roer as unhas, tiques (piscar os olhos, apertar as mãos), falta de ar, desmaios, dificuldade para verbalizar suas ideias, excesso de pensamentos ruins, entre outros.

“Devemos tomar muito cuidado, havendo a necessidade de uma avaliação por profissionais especializados, pois tudo irá depender de uma série de fatores até que possa se fechar um diagnóstico e propor o tratamento”, explica a especialista.

Tratar a ansiedade na infância faz toda a diferença para que a criança tenha uma vida saudável e se torne um adulto seguro.

Consequências da ansiedade na vida da criança

Dificuldade de aprendizagem, medo intenso de ficar longe dos pais, mesmo que por um tempo reduzido, inquietação, distração, desatenção, dificuldade para esperar, entre outros comportamentos, atrapalham a vida de todos.

A terapia para a criança, se for orientada pelo profissional especializado deve ser encarada com naturalidade.

Caminhos para reduzir a ansiedade das crianças em casa

1- evitar aparelhos eletrônicos 30 minutos antes de dormir;
2- estipular tempo para atividades em aparelhos eletrônicos (tablet, t.v, vídeo game, celular e ipad
3- ter alguns minutos de olhos fechados e silêncio todos os dias
4- auxiliar a criança a realizar as atividade diárias com calma (comer, lição de casa, estudar);
5- Proporcionar tempo para relaxar (sem compromisso);
6- conversar com a criança e sempre que necessário utilizar a palavra: espere.
7- Dar atenção à respiração correta (inspirar e expirar devagar), um momento para ficar em contato com o momento presente e se acalmar;
8- Ser positivo
9- Ensinar a criança a compreender os seus pensamentos e suas emoções.

5 razões para inserir terapia dentro das empresas

Um dos benefícios da terapia é dar ao paciente a capacidade de compreender melhor a si mesmo, bem como seus valores e objetivos. A ideia de que essa prática não combina com o mundo corporativo está ficando para trás. Muitas empresas, inclusive, então levando essa oportunidade de autoconhecimento para seus colaboradores.

Amanda Amorim, psicóloga e diretora da Clínica Espaço Construir, explica buscar manter uma imagem de fortaleza dentro das organizações pode ter um custo alto para as pessoas. “A terapia permite que o indivíduo possa dominar e administrar melhor os seus sentimentos e emoções e, assim, vai lidar com situações diversas com equilíbrio e autoestima. Exercerá suas funções com motivação e autoconhecimento”, diz.

As organizações que já se atentaram a isso, reduziram alguns sintomas problemáticos em seu cotidiano: dores de cabeça frequentes, insônias, falta de concentração, irritabilidade e tristeza. A orientação é, portanto, uma ferramenta poderosa nos programas de qualidade de vida.

Os atendimentos são breve e focal. “O modelo de psicoterapia breve é o que utilizamos como base para os atendimentos institucionais e corporativos, que foca na queixa do paciente”, acrescenta a especialista.
Quanto mais o seu funcionário se conhecer, mais assertivo nas colocações de ideias e pensamentos ele será. “Isso evita discussões, conflitos por falsas interpretações, stress e, consequentemente, reduz afastamentos por doenças”, finaliza.

5 razões para inserir psicoterapia dentro das empresas

Pessoas mais assertivas
Mais concentradas
Mais produtivas
Redução de absenteísmo
Colaboradores mais motivados

Confira três bons objetivos para a vida profissional em 2019

O início do ano é um bom momento para traçar metas, readaptar objetivos e estabelecer novos desafios. O descanso nos auxilia a pensar com mais clareza e motivação nos planos. Por isso, se a sua empresa entrou em recesso, aproveite para planejar o próximo ano. Saiba por onde começar.

Segundo Amanda Amorim, psicóloga e diretora da Clínica Espaço Construir, um passo importante é se apropriar das conquistas, rever e identificar o que precisa ser modificado e desenvolvido para que novos sonhos se realizem. “Sempre podemos melhorar pensamentos, comportamentos e atitudes. Isso reflete em melhores sentimentos. Pensar nisso faz parte do processo de planejamento de metas e traz saúde mental”, diz.

Não deixe que a falta de tempo atrapalhe os planos. Crie oportunidades, aproveite melhor os dias. “O maior desafio das pessoas é saber equilibrar os diversos aspectos da vida: mental, espiritual, acadêmico, profissional e familiar. Aprender a administrar o tempo traz uma sensação de produtividade e deve entrar nas metas do ano”.

A especialista acrescenta que o cuidado com a autoestima também faz toda a diferença na vida de quem busca uma vida mais próspera. Cuidar de si é o caminho para ser mais feliz, motivado e bem-sucedido. Isso reflete positivamente na vida pessoal e, consequentemente, no desempenho profissional.

Confira três bons objetivos para a vida profissional

Administrar o tempo;
Traçar metas para o aprimoramento técnico e acadêmico;
Conversar com seus pares e gestores para identificar quais competências precisa desenvolver.

4 ferramentas para desenvolver autoconhecimento em 2019
Psicoterapia
Meditação
Caminhadas ao ar livre
Espiritualidade (fé)

Reconhecimento é o combustível para motivar funcionários

Confira as ações que a sua empresa pode fazer no fim do ano

Todo o colaborador tem como expectativa o cuidado e o reconhecimento de seus esforços. Pesquisas apontam a importância das ações com esse enfoque para a retenção de talentos. Se a sua empresa não se preocupou com isso antes, este é o momento de reforçar valores humanos dentro da organização e dar inicio a programas de qualidade de vida.

Segundo Amanda Amorim, diretora da Clínica Espaço Construir, o fim do ano é o momento propício para a organização falar sobre união, equipe, cooperação e respeito. “O inconsciente coletivo está imerso nos sentimentos de compaixão e amor. As pessoas estão mais receptivas a esse tipo de reflexão dentro da empresa”, explica.

Incentivar a troca de elogios, a empatia e a solidariedade também favorecem um clima bom no ambiente de trabalho. “Confraternizações, amigo secreto e incentivo a trabalhos sociais são maneiras de promover mais cooperação e empatia. Isso reflete positivamente no dia a dia”, acrescenta.

A psicóloga ressalta que o reconhecimento é o combustível da motivação. Qual organização não quer aumentar sua produtividade? “Premiações, bonificações, day off e férias coletivas são estratégias indicadas para quem quer começar o novo ano com a equipe engajada”.

Programas de qualidade de vida nas empresas fazem toda a diferença. Cuidar da saúde física e mental dos funcionários é mais uma forma de motivá-los.

Conte com a nossa ajuda!

Conheça nossas ações de bem-estar para o ambiente corporativo: ginástica laboral, programas de psicoterapia (plantões com psicológicos dentro da empresa), palestras motivacionais, grupo de corridas, entre muitos outros.

Confira 5 mitos da alfabetização e os estímulos importantes nessa fase

A prender a ler e a escrever é um marco real na vida de qualquer criança. A escola deve proporcionar ao aluno as condições necessárias para uma aprendizagem efetiva e tranquila. Em casa, é fundamental que o mesmo aconteça.

Amanda Amorim, psicopedagoga da Clínica Espaço Construir, aponta que a alfabetização ainda é um dos maiores desafios para muitos educadores e famílias. “É importante que ambos saibam há muito a fazer no que diz respeito à estimulação antes da alfabetização propriamente dia”, explica.

Segundo a especialista, quando estimuladas, as crianças pensam sobre a escrita antes mesmo de a escola trabalhar com as letras em específico. Elas têm acesso a essa prática quando ouvem histórias ou se deparam com adultos leitores, passam a pensar e a levantar hipóteses acerca da leitura.

“Nossa prática em consultório mostra que muitas pessoas desacreditam no beneficio do brincar a educação infantil, mas este é o ponto de partida para que uma criança tenha condições de se alfabetizar de maneira tranquila e natural”, acrescenta.

Também é importante respeitar o ritmo de cada aluno, suas condições biológicas, psicológicas e culturais. “Cada um aprende no seu tempo, e a velocidade varia de uma pessoa para outra. Devemos interferir quando há uma dificuldade na evolução ou prejuízo emocional e psicológico”, ressalta Amanda.

Mitos da alfabetização

  • Existe um método eficaz para alfabetizar
  • Todas as crianças passam pelas mesmas fases
  • A criança aprende a ler sozinha
  • Ler com fluência é compreender
  • Aprender com significado é só um detalhe

 A ineficácia de medidas no processo de alfabetização resulta em dificuldade de leitura, compreensão de textos e dificuldade na escrita.

Estímulo faz a diferença

A família precisa ser participativa na construção do aprender da
criança. Conversar e brincar são formas de estimular essa construção. “É importante trabalhar a memoria, a atenção e o planejamento, habilidades essenciais para aprender a ler e escrever”, ressalta a psicopedagoga. Algumas atividades precisam acontecer em casa e na escola:

> Musicalização – desde o berçário, pode ser inserida porque isso ajuda a percepção do ritmo.

Contação de história – também estimula a percepção auditiva e emocional.

> Letras – reconhecimento e nomeação das letras,  bem como dos números em jogos, por exemplo

> Massinha de modelar – auxilia a preensão do lápis.

> Brincar –  pular corda e alinhavos.

>  Jogos – da memória, da velha, dominó, quebra- cabeça trabalham  a atenção e a concentração.

Mão na massa – tanque de areia, horta  e   culinária.

4 benefícios de inserir a psicoterapia nas empresas

A população brasileira está entre uma das mais estressadas do mundo. Isso é o que aponta um levantamento do International Stress Management Association. De cada dez trabalhadores brasileiros, pelo menos três vivem a síndrome de Burnout, que é o esgotamento mental intenso, causado por pressões no ambiente profissional.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, 33% da população mundial sofrem de ansiedade. No Brasil, são 9,3%, um total de 18,6 milhões de pessoas. Esses são apenas alguns dados que alertam sobre a importância de debater esse assunto.

O estresse propriamente dito não caracteriza uma doença, mas
pode-se dizer que ele é o causador de várias dores, devido à produção excessiva e constante dos hormônios adrenalina e cortisol no organismo.
De acordo com Amanda Amorim, diretora da Clínica Espaço Construir, o turnover e o estresse são um problema nas organizações. No lugar da motivação, surge a irritação, a falta de concentração, a dificuldade em tomar decisões e o esgotamento físico e mental.

O que fazer? 

Melhore a qualidade de vida do seu colaborador

A cultura da prevenção de doenças tem ganhado força em muitas empresas. A razão é simples: é necessária!

  • Acolha as queixas e as demandas dos funcionários;
  • Abra espaço para reflexões sobre inteligência emocional;
  • Melhore o clima da organização;
  • Cuide da saúde física e mental da sua equipe.

Psicoterapia no ambiente corporativo

Manter o equilíbrio físico e emocional é fundamental para lidar com as dificuldades, as cobranças e as adversidades da vida. “Somos um conjunto de aspectos: cognitivo, emocional, físico e espiritual. A empresa que incentiva o cuidado psicológico tem muito a se beneficiar, pois um colaborador que se conhece, compreende quais são seus pontos fortes, o que precisa se desenvolver tem maior probabilidade de ser assertivo em suas tomadas de decisões e irá produzir mais e melhor”, diz.

Quanto mais consciência emocional, mais saúde e bem-estar, melhor o ambiente de trabalho.

3 dicas para reduzir o estresse

1 – Se alimentar bem, de maneira saudável;
2 – Exercita-se diariamente: corrida, alongamentos, natação, yoga e entre outras;
3 – Dormir pelo menos 8 horas por noite.

4 benefícios de inserir a psicoterapia no ambiente corporativo

1- Praticidade e facilidade para o colaborador acessar o psicólogo;
2- Evita custos e tempo com deslocamento;
3- Redução do turnover;
4- Menos conflitos e mais motivação.

Adolescência: como estabelecer uma relação de respeito e confiança

A adolescência é um período marcado por muitas curiosidades, inseguranças e incertezas. Os adolescentes procuram a sua própria identidade, questionam regras e é difícil lidar com as emoções. Uma época transformadora não só para eles, mas para as famílias.

Esse é um momento crucial para fortalecer uma relação de respeito e parceria. Segundo Amanda Amorim, psicopedagoga da Clínica Espaço Construir, na era da diversidade, as escolhas e as pressões para atender determinadas expectativas aumentaram, mas o jovem não amadureceu nessa velocidade. Nunca foi tão necessário estar por perto.

“A conversa ainda é o caminho mais assertivo para a construção do vínculo afetivo, do respeito e da confiança. Os pais precisam administrar o tempo para ouvir e observar os filhos”, diz a especialista.

O afeto é a base para o desenvolvimento humano tanto sob aspecto psíquico, como de aprendizagem. Se o relacionamento está tenso, é hora de rever esse importante tópico. “Converse com seus filhos, cumpra os combinados e promessas, dê o exemplo, e aceite que erros possibilitam mudanças e aprendizados”.

Escola – Deve oferecer um espaço para debates. “Os projetos psicoeducacionais devem abordar temas que ajudem aos alunos a lidar com as relações interpessoais, diferenças, respeito, medos e afeto. São trabalhos preventivos e que a família precisa ter um papel de co-participação”, acrescenta a especialista.

3 dicas práticas para se aproximar

A psicopedagoga da Clínica Espaço Construir diz que a presença da família amplia a capacidade de o adolescente lidar com problemas e conflitos.

“A ausência traz sentimento de abandono, fragilidade emocional, incapacidade de se relacionar”, diz Amanda.

1) Propicie momentos prazerosos (jantem juntos, vão ao cinema, andem de bicicleta, façam exercícios, tentem jogos de tabuleiro).

2) Sugira que amigos vão a sua casa para se aproximar da realidade deles.

3) Tranquilidade e abertura para falar sobre temas como: sexo, drogas, doenças, paixões, frustrações, bullying.

Frustração

Para muitas famílias, ver o filho frustrado é angustiante. Mas esse sentimento faz parte do desenvolvimento e, acredite, o tornará mais forte. Viver pequenas decepções, de acordo com cada fase, é importante.

“Sem frustração, com o passar do tempo, dificulta sua foram de lidar com a negativa. Permita que o adolescente se sinta triste, chateado. No entanto, ajudar a superar essa fase com palavras de motivação é um caminho assertivo”, explica Amanda Amorim, psicopedagoga do Espaço Construir.

Segundo a especialista, a criança que aprende a lidar com a frustração tende a lidar melhor com isso na adolescência. Essa experiência precisa ser permitida pelas famílias para o bem de todos. “Porque há um aquecimento para lidar com as adversidades e obstáculos da vida”, acrescenta.

A culpa é a grande vilã nesse processo. O excesso de trabalho e a falta de tempo fazem com que a permissividade e supervalorização das coisas estejam presentes dentro de casa. Assim, é difícil lidar com a frustração. Lembre-se:

O “não” é saudável em alguns momentos e motiva o adolescente a atingir suas metas e objetivos de vida.

3 passos importantes para lidar com a dificuldade de aprendizagem

 

Toda criança é capaz de aprender. No entanto, no decorrer do desenvolvimento, algumas se deparam com desafios diferentes no processo de aprendizagem. Sempre que ela apresentar um perfil e habilidades discrepantes do que é esperado para a sua faixa etária, é preciso que todos os envolvidos em sua vida estejam atentos às dificuldades.

Alguns sinais de que algo não segue bem servem de alerta para familiares e a escola. “Desmotivação para ir à escola, falta de prazer para realizar atividades que reproduzam o modelo escolar (pintar, escrever, ler), agitação e inquietação e baixo rendimento escolar são pontos que merecem atenção e observação”, explica Amanda Amorim, psicopedagoga da Clínica  Espaço Construir.

Dificuldades de concentração, dificuldades na leitura e escrita (leitura silabada, trocas fonológicas, erros ortográficos) orientação espacial e perceptiva comprometida, tristeza, sono, cansaço também são fatores que desmotivam o aprendizado.

Diante de alguns desses sinais, a angústia dos pais aparece. Os termos transtornos de aprendizagem e dificuldade de aprendizagem assustam. E agora? Lidar com tudo isso é angustiante muitas vezes, mas resolver as questões que impedem o aprendizagem efetivo da criança é fundamental para garantir sua autoconfiança e retomar sua vontade em aprender.

“Identificar e oferecer ferramentas para que o desenvolvimento aconteça dentro do esperado refletirá em uma criança mais feliz, autoconfiante e fortalecida para lidar com as adversidades da vida”, ressalta a especialista.

Qual a diferença de transtorno de aprendizagem e dificuldade de aprendizagem?

O transtorno de aprendizagem se caracteriza por ser um distúrbio/disfunção neurológica. No entanto, existem métodos diferentes e eficientes capazes de ajudar a criança a aprender.

Já a dificuldade de aprendizagem significa obstáculos ou barreiras de cunho cultural, cognitivo ou emocional. Da mesma forma, podem ser revertidos.

Entre os transtornos mais comuns, estão a Dislexia, o TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade), o TDA (Transtorno de Déficit de Atenção), a Disgrafia e a Discalculia.

A pessoa mais indicada para levantar essas hipóteses são os profissionais clínicos especializados (psicopedagogos, neurologistas e psicólogos). A partir disso, a família precisa consultar um desses profissionais, que terão a capacidade de avaliar e mapear as condições e capacidades da criança e propor formas de agir.

Diagnóstico é fundamental

Segundo Amanda, quanto mais cedo identificar as dificuldades, menos sofrimento emocional e pedagógico a criança terá. Isso traduz em qualidade de vida. Por isso, o diagnóstico é fundamental.

“Com diagnóstico em mãos, é possível a família e a escola serem orientados quanto ao melhor método pedagógico (forma de estudar e aprender, avaliações) e sistema de ensino mais eficaz para aquela criança”, ressalta Amanda.

1)   A escola deve chamar o aluno individualmente e entender se está havendo alguma dúvida de conteúdo, se há alguma questão familiar que esteja impedindo seu aprendizado.

2)   Feito este acolhimento, a escola deve envolver a família no processo.

3)   Em alguns casos, o encaminhamento aos profissionais especializados (psicopedagogos ou psicólogos) se faz necessário  e é onde a família será acolhida e a escola direcionada.

“Ir mal na escola ou ter dificuldades de aprendizado não significa que uma criança não goste de estudar. É preciso entender o que está acontecendo e se realmente existe uma origem dentro do cérebro. Nesse processo de entendimento e descobertas, a família precisa ser acolhida tanto quanto o aluno, pois são situações que geram sentimentos de culpa, negação, frustração e muitas dúvidas”, afirma.

3 passos importantes para lidar com o diagnóstico

1- Aceitação;

2- Confiança nos profissionais envolvidos;

3- Se livrar das culpas.

Como ajudar a criança aprender melhor

1- Continuar mostrando amor ;

2- Esperar e respeitar as condições e capacidades da criança;

3- Estimular e propiciar momentos de aprendizagem;

4- Ouvir a criança.

Saiba como melhorar o desempenho escolar do seu filho

Alguns alunos têm mais dificuldades de aprendizado do que outros. Existem diversas formas de ajudá-los e fazer com que o seu desempenho se recupere. Entenda os fatores que podem afetar o bom desempenho escolar das crianças e dos adolescentes e comece bons hábitos em casa e na escola.

Segundo Amanda Amorim, psicopedagoga da Clínica Espaço Construir, a falta de organização e de ter hábito de estudo, a administração inadequada do tempo, questões internas (emocionais e psicológicas), dificuldades de aprendizagem, entre outros aspectos, afetam diretamente o desempenho escolar. 

“Na infância, a criança pode encontrar grandes desafios para ler e escrever e não acompanhar a turma por não compreender o conteúdo. Já na adolescência, além das dificuldades no aprender, há fatores sociais: não ser aceito pelo grupo, sentimentos de menos valia e desesperanças são comuns nesta fase”, explica a especialista.

Prova é parâmetro?

A nota não é o único termômetro para dizer que o aluno está bem ou não. Escola e família devem se atentar a outras questões. “Precisamos observar o comportamento e o sentimento dessa criança e desse adolescente. Falta de apetite, muita agressividade, isolamento, tristeza, choro excessivo são sinais de algo está errado”, alerta.

Repensar a forma de avaliar o estudante pode contribuir para que ele dê conta do que exigem dele. “É preciso ter atenção sobre a forma em que o conteúdo é transmitido para ter certeza de que o aluno está compreendendo e reavaliar métodos de avaliação. Cada vez mais, devemos ter o olhar do ser como um todo e não somente pelo resultado de provas”.   

Boa avaliação

Avaliar o aluno em sua totalidade é observar suas capacidades, condições e esforços. Além do conteúdo pedagógico, valorize:

  • A postura do aluno (comprometimento, responsabilidade, pontualidade e organização com seus materiais);
  • A participação em sala de aula e em grupos;
  • A criatividade;
  • A inciativa.

Temida Matemática

Algumas disciplinas são vistas como mais complicadas, mas não precisa ser assim. A matemática, por exemplo, é lógica e, muitas vezes, é preciso boa didática para que os alunos consigam compreender. “É fundamental trabalhar na construção deste conhecimento. Aprendemos quando exercitamos, por isso o hábito diário de estudar também faz a diferença”

Bem-estar

O baixo rendimento afeta, e muito, a autoestima da criança e do adolescente. A autoconfiança é um fator fundamental para uma vida harmônica e bem-sucedida no contexto escolar. Por isso, merece atenção. Além da equipe pedagógica, a família é a base para que eles tenham condições de expressar suas capacidades e seguir segura e feliz.

De acordo com a psicopedagoga Amanda, os pais devem estar atentos à agenda do filho. “São muitos compromissos: escola, ballet, natação, inglês, judô, handebol, futebol, aula de música. Sobra pouco tempo para o descanso e quase nenhum tempo livre e lazer”, diz.

A falta de monitoramento em relação ao celular tem feito muitos dormirem. Tudo isso afeta o desempenho e a capacidade de aprender na escola. “Ajustando todos esses pontos, se o estudante não melhorar, é preciso fazer uma análise com profissional. Vamos mapear os pontos que estão prejudicados, estimular, fazer um planejamento e a intervenção psicopedagógica para ajudá-lo”, ressalta.

Maus hábitos:

  • falta de organização
  • falta de hábito de estudo
  • falha na forma de estudar (como se dedicar somente ao que gosta mais)
  • administração inadequada do tempo (deixar tudo para a última hora)

 

Bons hábitos

  • Prestar atenção nas aulas
  • Manter o material de estudos organizado
  • revisar o conteúdo diariamente e fazer exercícios
  • estabelecer metas
  • equilibrar tempo e estudo e descanso