Terapia on-line em tempos de Coronavírus

A pandemia do Coronavírus impactou a rotina de muitas empresas e famílias. Mudou a vida de todos nós. O trabalho remoto e o isolamento da população em casa foram adotados como medida importante para frear a contaminação em nosso país.

Durante esse período, é fundamental manter o senso de comprometimento e a organização para que a vida profissional não pare. Muitas escolas já estão oferecendo o ensino à distância como excelente alternativa para o ritmo de estudos não ser prejudicado, por exemplo.

Milhares de profissionais estão mantendo suas jornadas de trabalho usando o computador e a internet. Nos conectamos diariamente com todos os que precisamos. E a saúde, como fica nesse cenário? Academias e espaços abertos também foram fechados.

Assim como a maioria dos serviços continuam funcionando apesar de não ser presencialmente, existem alternativas para cuidar do emocional também, à distância. Além de diversos aplicativos que propõem exercícios, como Asana Rebel (yoga e funcional), é possível fazer terapia on-line. Sim!

Da mesma forma que acontece no presencial, a terapia on-line acontece com: acolhimento, empatia, ética, comprometimento com horário, sem interrupções e ambiente adequado e equipamentos que funcionem.
Alternativas

É tempo de inovar e seguir. O Google liberou gratuitamente algumas ferramentas para contribuir com a produtividade de todos em home office. Qualquer pessoa pode usar ferramentas, como Gmail, Calendário, Drive, Classroom, Hangouts Meet e Hangouts Chat, além do G Suite for Education, enquanto trabalham, aprendem e se cuidam remotamente.
Vamos, juntos, manter os cuidados com a saúde mental!

Por que é tão difícil mudar?

Já parou para pensar por que é tão difícil mudar? Uma das razões é porque mudar exige esforço e dá trabalho. A mudança é desconhecida. Geralmente, é algo que não foi vivido ainda. Isso gera insegurança e medo. Esses sentimentos são compreensíveis, mas é preciso saber lidar com eles.

A mudança pode surgir em qualquer área da vida e a todo o momento. Pode vir configurada em um emprego novo ou em transformações no trabalho, nos relacionamentos, condição social, planos e outras situações.

Dois passos são fundamentais para lidar com as mudanças. O primeiro é investir em autoconhecimento e isso também é doloroso. É importante perceber sua identidade, gostos, necessidades, limitações e se autorresponsabilizar. Culpar menos os outros e assumir a postura de quem aprende e progride.

O segundo é transformar o medo em ação. “Ter foco e objetivo. O medo faz parte e ter consciência de que ele existe já é um grande passo para a transformação do medo em ação”, explica a psicóloga Amanda Amorim, da Clínica Espaço Construir.

Em tempos de mudanças constantes, quem não se adapta, perde oportunidades. “As mudanças estão presentes e são constantes em nossa vida. O jeito é encará-las de forma positiva e aprender com cada uma delas. Quem possui dificuldades para lidar com isso, perde oportunidades. Uma delas, a de novas aprendizagens”, ressalta.

Segundo Amanda, em terapia, é possível refletir e desenvolver estratégias para lidar com o inesperado. “A terapia é o processo para ser conhecer e identificar suas potencialidades e fragilidades para que possa tomar decisões assertivas e conquistar mais tranquilidade”.

A especialista destaca três dicas para lidar com mudanças:

1- Seja otimista e busque o aprendizado nas mudanças;
2- Não queira controlar o mundo. Confie! A mudança pode ser boa;
3- Invista sempre na autoanálise. Ela é fundamental na tomada de decisões.

Oficina das emoções desenvolve habilidades socioemocionais nas escolas

A nova geração de crianças e adolescentes vive uma realidade completamente diferente de 20 anos atrás. Guiados pela tecnologia e com o acesso ilimitado ao conhecimento e à informação, é impossível exigir o mesmo comportamento de antigamente. Para enfrentar os novos desafios de educar e ensinar, é fundamental desenvolver neles habilidades socioemocionais em casa e na escola.

A rotina de muitas famílias é exaustiva e esta realidade acaba reduzindo o tempo de acompanhamento dos filhos. Para compensar a vida frenética e proporcionar conforto e segurança, a superproteção ganha espaço demais e gera problemas.

“É importante que os pais não poupem seus filhos de lidar com a frustração e outros sentimentos negativos. Precisamos falar sobre isso com as crianças e os jovens e ajuda-los no processo de autoconhecimento. Lidar com desafios é importante agora e no futuro”, explica a psicóloga Amanda Amorim, da Clínica Espaço Construir.

Nesse contexto, os cuidados com sentimentos e emoções nunca foram tão importantes como agora. “As emoções são respostas neurais para estímulos externos. O sentimento, por sua vez, é uma resposta à emoção e diz respeito a como a pessoa se sente diante daquela emoção. É preciso aprender a identificar cada uma”, acrescenta.

Segundo ela, quando o filho ou o aluno encontra um espaço acolhedor para expressar o que sente, tudo flui melhor. A causa de comportamentos agressivos ou explosivos, por exemplo, é descoberta. Com isso, as dificuldades são enfrentadas e o conflito reduzido.

“Controlar as emoções, conviver com as diferenças, tomar decisões, expor a opinião, respeitar o outro e agir com autoconfiança são aprendizados. Quando possibilitamos a reflexão sobre isso, abrimos um caminho mais positivo”.

Na prática

Um trabalho tem sido bem positivo em alguns colégios e no consultório: é a oficina das emoções. A psicóloga escolhe um filme para discutir e refletir. As crianças e os adolescentes precisam identificar um sentimento bom e um ruim e duas emoções na história que assistiram. Uma roda de conversa é montada e todos falam sobre suas percepções, compartilham experiências e vivências associadas ao conteúdo apreciado. Esse é um bom caminho para promover autoconhecimento.

Por que é importante falar das emoções

Em qualquer fase da vida, todos nós aprendemos mais e melhor quando temos condições emocionais para isso. Além de favorecer o aprendizado em sala de aula, o autoconhecimento estimula a responsabilidade, a persistência, a resiliência, a criatividade, a cooperação, reduz o medo de errar e o bullying.


Confira atividades simples que podem ser trabalhadas em sala de aula e em casa

– Brincar com emojis: eles fazem parte da vida das crianças e dos adolescentes. Utilize alguns para conversar sobre situações em que eles se sentiram com determinada “carinha”.

-Fantoches: para crianças pequenas, quanto mais lúdico for, melhor. Dramatize e crie personagens para falar sobre as emoções.

– Jogos, cartas e baralho da emoção: também ajudam a tornar as emoções mais claras dentro de cada um.

Janeiro Branco: Saúde mental deve ser abordada nas empresas

Janeiro Branco, a maior Campanha do mundo em prol da construção de uma cultura da Saúde Mental na humanidade, nasceu para tornar realidade o ideal de um mundo mais saudável fisicamente e também emocionalmente. O tema deve ser abordado dentro das empresas com urgência.

Essa é mais uma oportunidade de colocar em máxima evidência a prevenção ao adoecimento emocional que, hoje, afasta milhares de colaboradores em diversas organizações. “Precisamos convidar as pessoas para cuidar de si, de sua saúde, de seu bem-estar. As empresas podem melhorar as relações sociais e a saúde de todos”, diz a psicóloga Amanda Amorim, da Clínica Espaço Construir.

Segundo ela, as questões mentais, sentimentais, relacionais, comportamentais merecem destaque, atenção e, claro, cuidado. “Autoconhecimento, psicoterapia no ambiente de trabalho e ações que buscam a qualidade de vida precisam entrar na lista de prioridades. Quem cuida da mente, cuida da vida. É capaz de criar, colaborar e, então, produzir”.

Há sofrimentos que podem ser prevenidos. Há dores que podem ser evitadas e tratadas. “A saúde mental é fundamental para que possamos atingir metas e objetivos concretos. Pensar na saúde emocional dos colaboradores é uma excelente estratégia para garantir o sucesso de qualquer negócio”, ressalta.

Confira 4 ações podem gerar transformações no ambiente de trabalho:

Psicoterapia online – ofereça atendimento gratuito para as equipes
Palestras sobe saúde – encontros são sempre bem-vindos
Meditação e yoga – valorize atividades que trabalham o autoconhecimento e a respiração
Grupos para exercícios – praticá-los também é fundamental

Autorresponsabilidade é a chave para o seu sucesso pessoal e profissional

Culpar outras pessoas não ameniza a dor e não resolve problemas. Ao procurar culpados, deixamos de crescer na vida pessoal e profissional. É nesse contexto que surge a ideia da autorresponsabilidade, que significa que você é o único responsável pelo seu sucesso e felicidade. Já pensou nisso?

Se as suas finanças, por exemplo, estão deixando a desejar, não adianta culpar a crise econômica do país ou seu chefe. Se você se sente estressado, nada resolverá dar justificativas que é o trabalho ou a falta de tempo para descansar.

Segundo Amanda Amorim, psicóloga da clínica espaço construir, a autorresponsabilidade dá à pessoa mais controle sobre todos os aspectos da própria vida. Com isso, ela reflete sobre suas ações ao invés transferir a culpa para os outros ou coisas, aprende e progride.

“Ela é a base da psicoterapia. Quando conseguimos fazer o paciente compreender a importância de ele ser o protagonista de sua história, é transformador”, explica.

Se autorresponsabilizar é um desafio porque é fundamental ser flexível e receptivo, sendo que a maior parte do tempo queremos ser controladores e rígidos. “Para superar, precisamos nos propor a avaliar nossas atitudes e comportamentos. Autoconhecimento é essencial. Esteja aberto a mudar os hábitos, foque nos resultados e aprenda com os erros”, acrescenta a especialista.

Escolha o caminho da autorresponsabilidade e lembre-se:

Não há desculpa para o fracasso
Assuma o comando da sua vida: você é responsável por seus objetivos
Supere as frustrações
Dê um passo de cada vez. Seja perseverante
Coloque suas metas no papel e siga em frente
Ao invés de tentar justificar seus erros, aprenda com eles.

6 dicas para lidar com a ansiedade e ajudar o seu filho a aprender melhor

O início do ano é um bom momento para traçar metas, readaptar e estabelecer novos desafios. O descanso nos auxilia a pensar com mais clareza e motivação. Aproveite o período de férias para fazer uma retrospectiva dos aprendizados que o seu filho e a sua família tiveram em 2019 e crie um plano em busca de desenvolvimento.

Segundo Amanda Amorim, psicóloga e psicopedagoga da Clínica Espaço Construir, este é o momento de identificar os desafios no processo de aprendizagem das crianças e dos adolescentes. “Todos são capazes de aprender. No entanto, alguns se deparam com desafios diferentes no processo de aprendizagem. Precisamos estar sempre atentos às dificuldades e promover mudanças para que consigam superá-las”.

Alguns sinais de que algo não segue bem servem de alerta. Desmotivação para ir à escola, falta de prazer para realizar atividades escolares (pintar, escrever, ler), inquietação e baixo rendimento são pontos que merecem atenção.

Dificuldades de concentração, dificuldades na leitura e escrita (leitura silabada, trocas fonológicas, erros ortográficos), tristeza, sono, cansaço também são fatores que desmotivam o aprendizado. É importante perceber se isso aconteceu em 2019 para mudar em 2020.
“Identifique e ofereça ferramentas para que o desenvolvimento aconteça dentro do esperado. Isso refletirá em uma criança mais feliz, um adolescente mais autoconfiante”, ressalta a especialista.

Novo ano, novos desafios

Um passo importante é se apropriar das conquistas, rever e identificar o que precisa ser modificado e aperfeiçoado para que novos sonhos se realizem. Sempre podemos melhorar pensamentos, comportamentos e atitudes. Pensar nisso faz parte do processo de planejamento de metas e favorecerá o bom desempenho escolar dos filhos.

Como ajudar o seu filho a aprender melhor
Ir mal na escola ou ter dificuldades de aprendizado não significa que a criança e o adolescente não gostam de estudar. É preciso entender o que está acontecendo e se realmente existe uma origem dentro do cérebro.

O transtorno de aprendizagem se caracteriza por ser um distúrbio/disfunção neurológica. No entanto, existem métodos diferentes e eficientes capazes de ajudar a criança a aprender. Já a dificuldade de aprendizagem significa obstáculos ou barreiras de cunho cultural, cognitivo ou emocional. Da mesma forma, podem ser revertidos.

Além disso, é fundamental cuidar das emoções. “Os novos desafios, a vida agitada trazem efeitos negativos na vida deles. Algo muito importante é valorizar as emoções positivas todos os dias em casa. Fale com seus filhos sobre otimismo, coragem, fé, espiritualidade e confiança. Dê exemplos disso. Isso fará grande diferença na vida deles”, ressalta a psicóloga e psicopedagoga Amanda.

Como ajudar a criança aprender melhor

1- Continuar mostrando amor mesmo quando os desafios na escola aparecem;
2- Esperar e respeitar as condições e capacidades;
3- Estimular e propiciar momentos de aprendizagem;
4- Ouvir e estimular o diálogo em casa;
5- Trabalhar habilidades socioemocionais, como autoconfiança, autoestima, comunicação, respeito, desde cedo;
6- Favorecer o autoconhecimento.

Por que é importante promover confraternização na empresa

O ano está acabando e este é o momento de amigo secreto e confraternizações em muitas equipes. Algumas empresas promovem ainda festas para todos os funcionários. As comemorações são oportunidades de integração no ambiente de trabalho. É uma pausa fundamental!

A confraternização de final de ano nada mais é do que tempo para sair da rotina e valorizar o convívio, a socialização entre pessoas que compartilham opiniões, objetivos e sentimento semelhantes uma vez que trabalham juntas. O sucesso de toda organização depende do alinhamento e boa relação entre todos do time.

“Quanto mais as áreas estão integradas, quando seus profissionais se conhecem melhor, tendem a colaborar uns com os outros para alcançar os objetivos definidos pela instituição”, explica Amanda Amorim, psicóloga e diretora da Clínica Espaço Construir.

Segundo ela, a importância das festas está no celebrar, se apropriar das conquistas e agradecer também pelos aprendizados, reconhecer e superar dificuldades. Um almoço em equipe já é capaz de promover reflexões e integração. “Esta época acaba sendo propícia por conta do espírito natalino inconsciente coletivo”, acrescenta.

Esse hábito saudável de troca, conversas, sair da rotina, presentear e reconhecer colegas pode ser mantido durante o ano todo, recomenda Amanda. “Isso motiva e traz harmonia para o lugar. Afinal, a maioria passa mais tempo trabalhando do que com a família”.
Lembrancinhas, homenagens, sorteios são formas de fazer o outro se sentir valorizado. As organizações podem e devem investir nesses mimos para motivar, engajar e se aproximar.

Boas festas!

Habilidades socioemocionais são fundamentais para enfrentar os desafios do século 21

O mundo mudou e uma questão surge na educação: como atender a uma nova geração de crianças e jovens e quais são as habilidades necessárias para enfrentar os desafios do século 21. A resposta já está muito bem definida e é a aprendizagem mais flexível, abrangente e que inclui as competências socioemocionais no processo.

Aprender a controlar as emoções, a manter relações positivas, a tomar decisões de maneira comprometida e responsável os levará a trilhar um caminho mais positivo. Eles necessitam fortalecer sua capacidade de comunicação, cooperação, ao mesmo tempo perceber suas fortalezas e fraquezas.

O que leva um aluno com boas notas na escola a muitas vezes não ser tão bem sucedido na sua vida profissional e até pessoal? E o que leva muitos estudantes que não foram historicamente tão bem nas disciplinas escolares obter grande sucesso profissional e a tão desejada realização de seu projeto de vida?

“As habilidades socioemocionais mencionadas acima nos trazem muitas respostas hoje. Elas transformam a forma de o aluno aprender, promovem a autoconfiança, a autoestima e o autoconhecimento fundamentais para ser uma pessoa realizada hoje e no futuro”, explica a psicóloga Amanda Amorim, da Clínica Espaço Construir.

As escolas têm um enorme desafio pela frente para inserir essas habilidades no dia a dia dos estudantes. As famílias, ao mesmo tempo, devem estar atentas à importância desses aspectos e promover oportunidades para que os filhos percorram seus sonhos, desenvolvam a criatividade, descubram quão capazes são.

“Assim, vamos minimizar quadros de ansiedade e depressão e potencializar a qualidade de vida, a formação integral e o autoconhecimento”, ressalta Amanda.

Inspirar, construir e realizar

Estimule o comportamento empreendedor desde cedo. Como fazer isso? Permita que a criança e o adolescente descubram suas emoções, sonhos e talentos. Desenvolva habilidades socioemocionais, como colaboração, trabalho em grupo, escuta ativa, empatia e criatividade. Tudo isso é essencial para lidar com os desafios contemporâneos.

Inspire-se

Muitos pacientes e escolas pediram indicação de um espaço que trabalhe essas habilidades extraclasse. A Clínica Espaço Construiu conheceu bem de perto o trabalho desenvolvido pela MBA Kids, a primeira escola de empreendedorismo infantil no Brasil.

Quatro programas diferentes dão um foco interessante para que crianças e adolescentes desenvolvam o compromisso e a organização, a disciplina e a resiliência, a autoconfiança e a sociabilidade, a empatia e a escuta ativa, a criatividade e a imaginação.

Imagine uma sala lúdica, onde todos têm sua vez para falar, opinar. Todos descobrem que têm ideias e voz. A partir dos sete anos, a criança aprende o que é inspiração e as qualidades de ser líder e empreendedor. Descobrem sua missão, seu talento e conhecimentos que são fundamentais para gerenciar conflitos e as emoções.

“Quando falando em empreender ou em ser líder, é importante dizer que nem todos serão líderes e abrirão um negócio no futuro, mas todos os alunos aprendem a liderar suas próprias vidas em primeiro lugar. Desta forma, eles descobrem o potencial que possuem e conquistam autonomia e aprendem a gerenciar bem seu tempo”, acrescenta Maria Isabel, diretora da MBA Kids Brasil.

Saiba mais sobre os programas e a importância do empreendedorismo juvenil no www.mbakids.com.br. Pacientes da clientes possuem condições especiais!

Vulnerabilidade: expor suas dificuldades é mais positivo do que imagina

O que lhe vem à mente quando você pensa na palavra “vulnerabilidade”? Fraqueza ou a algo que deveria ser evitado? Algumas pesquisas mostram o outro lado dessa característica e o poder e impacto que criamos em nossas vidas quando nos mostramos vulneráveis. Expor suas dificuldades no trabalho pode ser mais positivo do que imagina.

A americana Brené Brown defende que esse é um ato de coragem! É se expressar de forma franca e correr riscos. Se o tema faz sentido para você e deseja trabalhá-lo com profundidade, lembre-se que o caminho é o autoconhecimento.

“Vulnerabilidade é a capacidade de expor suas dificuldades independente do julgamento alheio. O autoconhecimento é a base para a expressão do que faz ou não sentindo para a pessoa. A partir disso, o fortalecimento e o encorajamento são trabalhados para que o indivíduo se importe menos com a crítica”, explica Amanda Amorim, psicóloga da Clínica Espaço Construir.

Segundo ela, quando os colaboradores encontram um espaço para mostrar suas emoções, ganham força para ser mais produtivos. A empresa que abre espaço para vulnerabilidade, portanto, melhora o clima no dia a dia e garante talentos, criatividade e inovação.

Reconhecer fragilidades não é fracasso, é poder e é o caminho para ser bem sucedido. “É a oportunidade e a possibilidade de mudança crescimento. Quando conseguimos expor nossas dificuldades, isso é sinal de coragem. Quanto mais nos conhecemos, mais condição de enfrentamento dos nossos medos e inseguranças teremos. Isso é libertador”, ressalta Amanda.

Confira três dicas para trabalhar a vulnerabilidade na vida

1 – Dedique 10 minutos para o autoconhecimento. Meditação pode te ajudar a começar.
2- Aceite que errar é humano. Ninguém é perfeito.
3- Busque ambientes que aceitem o erro. Através dele, aprendemos e nos transformamos. Isso enriquece a sua vida e a de quem está ao seu redor.

Gratidão e autoconhecimento: o caminho para lidar com a depressão e ansiedade nas empresas

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, a quantidade de casos de depressão cresceu 18% em dez anos. Até 2020, essa será a doença mais incapacitante do planeta. Sentir e expressar a gratidão são fundamentais para a saúde emocional e pode ajudar a reverter esse quadro. Este é um tema que vale a pena entrar em pauta nas organizações.

Tanto a ansiedade quanto a depressão são estados emocionais que nos tiram do momento presente. A primeira está relacionada com o medo, o perigo e o incerto. No contato com o novo, com situações inesperadas e desconhecidas, frequentemente, sentimos seus efeitos. Os novos desafios, a vida agitada, a pressão também contribuem.

A gratidão é um bom caminho para viver melhor o dia de hoje. Pessoas gratas tendem a ser mais felizes. Elas valorizam o que possuem e não ficam ansiosas em torno do que não têm. A positividade e o autoconhecimento precisam ser exercitados também. É importante olhar para si e identificar a origem dessas emoções para amenizá-las ou substituí-las.

“A gratidão precisa ser vivenciada desde muito cedo (infância) para que a pessoa se habitue a agradecer. O autoconhecimento é a ferramenta certa para perceber e evitar sofrimentos e tristezas e deve ser sempre considerado em todas as fases da vida para prevenir e tratar depressão e ansiedade”, explica Amanda Amorim, psicóloga da Clínica Espaço Construir.

Ansiedade nas empresas sem tabu

A área de recursos humanos pode trabalhar com palestras, vivências e programas de incentivo à qualidade de vida para acolher os funcionários.

Prevenção de doenças

É impossível pensar em produtividade e alta performance sem considerar os cuidados com as pessoas. Mudanças de comportamentos e novos hábitos de vida são temáticas corporativas hoje. A prática de atividade física, a meditação, a descoberta da espiritualidade, o autoconhecimento devem ser abordados com as equipes e a liderança.

Principais sintomas para observar

Agitação, sensações de angústia (aperto no peito ou na garganta), sudorese, taquicardia, irritabilidade, tensão, sensação de não conseguir ficar parado, falar muito, entre outros.

Setembro Amarelo

A campanha Setembro Amarelo tem mobilizado a mídia sobre a depressão e a prevenção ao suicídio e provocado reflexões sobre alguns de seus sinais. É preciso perder o medo de se falar para que muitas pessoas encontrem sentidos para viver bem.