Volta às aulas presenciais: saiba como lidar

Depois de quase sete meses após o fechamento das escolas devido à pandemia e o início do ensino a distância, muitas escolas receberam a autorização para retornar as atividades presenciais. Essa novidade exigiu, mais uma vez, adaptação de profissionais da educação e famílias.

Além dos cuidados com a saúde e a higiene para evitar a propagação do vírus, o momento continua pedindo atenção com professores e estudantes. “Ainda não temos a noção exata da proporção do impacto da pandemia nas crianças e nos adolescentes. Por isso, a observação e o monitoramento do comportamento são extremamente importantes.”, explica a psicóloga Amanda Amorim, da Clínica Espaço Construir.

Entre os aspectos que podem ser observados, a especialista menciona: irritabilidade, agressividade, dificuldade na interação social e choro excessivo. “Precisamos lidar com paciência, acolhimento e olhar empático para que esses sintomas não progridam para algum transtorno de ansiedade ou depressão”, acrescenta.

Segundo ela, escola e família precisam falar sobre a saúde emocional e abrir espaço para temas, como autoestima, responsabilidade e comprometimento, criatividade e autonomia. “Com as crianças, sugiro jogos e brincadeiras que trabalhem essas habilidades. Já para os adolescentes, é interessante promover dinâmicas e palestras com especialistas.

Para lidar com esse novo período desafiador, a psicóloga também recomenda focar nos pontos positivos do retorno presencial. A positividade ajuda a encarar melhor as mudanças. “O cérebro é um órgão social e, por isso, precisa de interação e estimulação social. Apesar de conversarem por telas nas aulas on-line, a relação presencial é insubstituível. Esse é um ponto positivo”, ressalta.

Neuropsicologia é aliada na redução de estresse nas empresas

A Neuropsicologia é uma especialidade da Psicologia que está atenta à conexão entre a mente e o corpo. Envolve a investigação das funções cognitivas, como memória, atenção, linguagem e funções executivas. Com o impacto do estresse na saúde das pessoas, essa área passou a ser uma grande aliada para manter o bem-estar e reduzir o estresse nas empresas.

Sabemos que o estresse é responsável por aumento de doenças autoimunes, quadros depressivos, ansiedade e falta de criatividade e produtividade. “Se você não está bem, seu dia de trabalho é impacto, seu desempenho cai”, explica a psicóloga Amanda Amorim, da Clínica Espaço Construir.

Segundo ela, a proposta da Neuropsicologia é fazer uma investigação na forma como o cérebro funciona e identificar competências, potencialidades e pontos que precisam ser estimulados. “Por meio de uma Avaliação Neuropsicológica, podemos prevenir doenças, afastamentos e estresse nas organizações. Assim, estimulamos a atenção, a memória e a concentração”, acrescenta.

A especialista em treino cognitivo ressalta que, muitas vezes, o desempenho é impactado pelo cansaço mental e o estresse. Algo que tem se acentuado com o isolamento social e as novas exigências no trabalho home office, por exemplo. “O estresse afeta o organismo com doenças e o funcionamento cerebral”, ressalta Amanda.

Como a empresa pode contribuir para reduzir o estresse

– Incentivar a prática de atividade física;
-Investir para que os colaboradores aprendam novas habilidades;
-Abrir espaço para o diálogo;
– Oferecer Avaliação Neuropsicológica para que eles conheçam suas potencialidades e descubram os pontos que precisam melhorar;
-Promover programas de autoconhecimento.

Neuropsicologia: saiba como cuidar da sua memória e atenção

Você sabia que todas as tarefas que realizamos necessitam do que chamamos de “atividade cerebral”? Isso significa que para ler e compreender uma notícia, escrever um e-mail, reconhecer alguém, conversar, fazer contas e identificar as cores precisamos do bom funcionamento do nosso cérebro. Por isso, a Neuropsicologia tem relevância na vida das pessoas e dentro das empresas. O objetivo é olhar com cuidado para a mente e as emoções e garantir a boa saúde. Neste sentido, atenção e memória caminham juntas. A primeira possibilita a segunda. Tudo isso é fundamental para realizarmos as tarefas mais simples do dia a dia e as complexas também.

Como cuidar desses aspectos, então? Há mais de 10 anos, surgem evidências dos efeitos positivos de treinos para proteger o cérebro de perdas cognitivas e reabilitá-lo, caso seja necessário. “A partir da dificuldade em realizar alguma atividade cotidiana ou escolar, vale a pena procurar um profissional especializado para avaliar”, explica Amanda Amorim, psicóloga e diretora da Clínica Espaço Construir.

Com a Avaliação Neuropsicológica, é possível mapear o aspecto cognitivo, emocional e funções executivas, como planejamento, controle, supervisão, organização. “Assim, fazemos um trabalho de estimulação com o objetivo de resolver a desatenção e dificuldades com a memória, por exemplo, em adultos e em crianças”, acrescenta a especialista em treino cognitivo.
O que é memória?
É uma função cognitiva que possibilita o armazenamento de informações na mente, podendo ser recuperada quando buscamos recordá-las.

Treino cognitivo

O que pode afetar a nossa memória em todas as fases da vida? A psicóloga explica que o estresse, conflitos emocionais, má alimentação e sedentarismo são fatores que prejudicam o bom funcionamento cerebral.
A memória, a atenção e a capacidade de concentração também são habilidades afetadas com o passar do tempo. A boa notícia é que é possível realizar treinamento cognitivo e ativar a mente para ter uma vida mais saudável.

Confira 8 dicas para estimular a memória:

1- Atenção focada no momento presente;
2- Priorize uma boa noite de sono;
3- Cuide da alimentação saudável;
4- Leia livros diferentes e aproveite a variedade de cursos on-line gratuitos disponível na internet;
5- Pratique exercício físico;
6- Leia em voz alta;
7- Faça algo que te incomode. Isso significa sair da zona de conforto;
8- Sinta novos aromas – essências e alimentos.


O que é a Reabilitação neuropsicológica

É um processo sistematizado que tem como objetivo reabilitar funções cognitivas que se encontram prejudicadas por conta de diversas situações: doença neurodegenerativa e acidentes. Com rastreamento, planejamento de tratamento e monitoramento, melhoramos a qualidade de vida da pessoa e sua evolução.

Como lidar com as crianças e os adolescentes na quarentena

A suspensão das aulas foi uma das medidas utilizadas para minimizar a disseminação do novo coronavírus. No começo, a expectativa de que os filhos voltariam à escola em breve ajudou muitas famílias a encarar essa situação inesperada. Os dias foram passando, as aulas não retornaram. Pelo contrário, se tornaram a distância. Muitos questionamentos surgiram, entre eles “como lidar com as crianças e os adolescentes nesse novo contexto dentro de casa?”.

Existem alguns caminhos possíveis e na news de hoje o nosso foco é em um deles: a rotina. Significa a organização de tarefas, atividades diárias e momentos que, de certa forma, se repetem semanalmente. Diferente do que alguns imaginam, não é algo rígido e desmotivador.

“É fundamental preservar a harmonia e conseguimos isso por meio da rotina. Quando temos a ideia do que irá acontecer ao longo do dia, a criança fica menos ansiosa e o adolescente menos irritado. O lado bom da rotina é reduzir o estresse”, explica a psicóloga Amanda Amorim, da Clínica Espaço Construir.

Como estabelecer uma rotina na quarentena?

Segundo a especialista, em tempos de quarentena, o importante é estabelecer uma rotina de tarefas que contemple algumas áreas da vida, como: horários para se alimentar, exercitar, trabalhar, estudar, descansar e se espiritualizar. “Assim, conseguimos atingir equilíbrio e, então, sentimos bem-estar”.

Rotina sem cobranças exageradas

Não se cobre caso não consiga cumprir alguma atividade que havia programado. Estamos, todos, vivendo uma fase de novos aprendizados e muita readaptação. “Seja amoroso consigo e com quem convive. Tente pelo menos estabelecer horário para comer e dormir. São necessidades básicas importantes para manter a saúde e a produtividade de toda a família”, ressalta a psicóloga Amanda.

Confira 6 itens essenciais para incluir na rotina familiar

Neste momento, alguns comportamentos podem sinalizar ansiedade nas crianças e nos adolescentes. É importante observar excesso de fome, roer unhas, distúrbios do sono (pesadelos), dores de cabeça constantes e aumento da agressividade, por exemplo.

A rotina vai ajudar muito a reduzir situações angustiantes em casa. A psicóloga listou seis itens que podem tornar os dias mais tranquilos:

– Horários para as refeições em família, sempre que possível, e diálogo (pode ser favorecido por meio do yoga, leituras ou oração);
– Exercício físico;
– Exercício mental: estudos, leitura e jogos de raciocínio lógico;
– Horário para dormir: no mínimo 8 horas por noite;
– Lazer: filmes, jogos, bate-papo virtual com os amigos;
– Organização: proponha também um tempo para arrumação em guarda-roupa, sapatos e brinquedos, pois essa prática ajuda na organização emocional interna.

Habilidades socioemocionais são fundamentais para enfrentar os desafios do século 21

O mundo mudou e uma questão surge na educação: como atender a uma nova geração de crianças e jovens e quais são as habilidades necessárias para enfrentar os desafios do século 21. A resposta já está muito bem definida e é a aprendizagem mais flexível, abrangente e que inclui as competências socioemocionais no processo.

Aprender a controlar as emoções, a manter relações positivas, a tomar decisões de maneira comprometida e responsável os levará a trilhar um caminho mais positivo. Eles necessitam fortalecer sua capacidade de comunicação, cooperação, ao mesmo tempo perceber suas fortalezas e fraquezas.

O que leva um aluno com boas notas na escola a muitas vezes não ser tão bem sucedido na sua vida profissional e até pessoal? E o que leva muitos estudantes que não foram historicamente tão bem nas disciplinas escolares obter grande sucesso profissional e a tão desejada realização de seu projeto de vida?

“As habilidades socioemocionais mencionadas acima nos trazem muitas respostas hoje. Elas transformam a forma de o aluno aprender, promovem a autoconfiança, a autoestima e o autoconhecimento fundamentais para ser uma pessoa realizada hoje e no futuro”, explica a psicóloga Amanda Amorim, da Clínica Espaço Construir.

As escolas têm um enorme desafio pela frente para inserir essas habilidades no dia a dia dos estudantes. As famílias, ao mesmo tempo, devem estar atentas à importância desses aspectos e promover oportunidades para que os filhos percorram seus sonhos, desenvolvam a criatividade, descubram quão capazes são.

“Assim, vamos minimizar quadros de ansiedade e depressão e potencializar a qualidade de vida, a formação integral e o autoconhecimento”, ressalta Amanda.

Inspirar, construir e realizar

Estimule o comportamento empreendedor desde cedo. Como fazer isso? Permita que a criança e o adolescente descubram suas emoções, sonhos e talentos. Desenvolva habilidades socioemocionais, como colaboração, trabalho em grupo, escuta ativa, empatia e criatividade. Tudo isso é essencial para lidar com os desafios contemporâneos.

Inspire-se

Muitos pacientes e escolas pediram indicação de um espaço que trabalhe essas habilidades extraclasse. A Clínica Espaço Construiu conheceu bem de perto o trabalho desenvolvido pela MBA Kids, a primeira escola de empreendedorismo infantil no Brasil.

Quatro programas diferentes dão um foco interessante para que crianças e adolescentes desenvolvam o compromisso e a organização, a disciplina e a resiliência, a autoconfiança e a sociabilidade, a empatia e a escuta ativa, a criatividade e a imaginação.

Imagine uma sala lúdica, onde todos têm sua vez para falar, opinar. Todos descobrem que têm ideias e voz. A partir dos sete anos, a criança aprende o que é inspiração e as qualidades de ser líder e empreendedor. Descobrem sua missão, seu talento e conhecimentos que são fundamentais para gerenciar conflitos e as emoções.

“Quando falando em empreender ou em ser líder, é importante dizer que nem todos serão líderes e abrirão um negócio no futuro, mas todos os alunos aprendem a liderar suas próprias vidas em primeiro lugar. Desta forma, eles descobrem o potencial que possuem e conquistam autonomia e aprendem a gerenciar bem seu tempo”, acrescenta Maria Isabel, diretora da MBA Kids Brasil.

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Vulnerabilidade: expor suas dificuldades é mais positivo do que imagina

O que lhe vem à mente quando você pensa na palavra “vulnerabilidade”? Fraqueza ou a algo que deveria ser evitado? Algumas pesquisas mostram o outro lado dessa característica e o poder e impacto que criamos em nossas vidas quando nos mostramos vulneráveis. Expor suas dificuldades no trabalho pode ser mais positivo do que imagina.

A americana Brené Brown defende que esse é um ato de coragem! É se expressar de forma franca e correr riscos. Se o tema faz sentido para você e deseja trabalhá-lo com profundidade, lembre-se que o caminho é o autoconhecimento.

“Vulnerabilidade é a capacidade de expor suas dificuldades independente do julgamento alheio. O autoconhecimento é a base para a expressão do que faz ou não sentindo para a pessoa. A partir disso, o fortalecimento e o encorajamento são trabalhados para que o indivíduo se importe menos com a crítica”, explica Amanda Amorim, psicóloga da Clínica Espaço Construir.

Segundo ela, quando os colaboradores encontram um espaço para mostrar suas emoções, ganham força para ser mais produtivos. A empresa que abre espaço para vulnerabilidade, portanto, melhora o clima no dia a dia e garante talentos, criatividade e inovação.

Reconhecer fragilidades não é fracasso, é poder e é o caminho para ser bem sucedido. “É a oportunidade e a possibilidade de mudança crescimento. Quando conseguimos expor nossas dificuldades, isso é sinal de coragem. Quanto mais nos conhecemos, mais condição de enfrentamento dos nossos medos e inseguranças teremos. Isso é libertador”, ressalta Amanda.

Confira três dicas para trabalhar a vulnerabilidade na vida

1 – Dedique 10 minutos para o autoconhecimento. Meditação pode te ajudar a começar.
2- Aceite que errar é humano. Ninguém é perfeito.
3- Busque ambientes que aceitem o erro. Através dele, aprendemos e nos transformamos. Isso enriquece a sua vida e a de quem está ao seu redor.

Ansiedade e depressão na Infância e adolescência: compreender para cuidar

Nunca foi tão importante falar sobre ansiedade e depressão na infância e na adolescência como agora. Vamos compreender o que é cada uma e como cuidar da saúde mental e emocional deles?

As duas são estados emocionais que nos tiram do momento presente. A primeira está relacionada com o medo, o perigo e o incerto. No contato com o novo, com situações inesperadas e desconhecidas, frequentemente, sentimos seus efeitos. Os novos desafios, a vida agitada, a pressão também contribuem.

Além disso, com a internet acessível em praticamente todo o lugar, a nova geração está sempre antenada, “fazendo algo” e vem aquela sensação de não conseguir dar conta de tudo. Já a depressão tem muita relação com as frustrações do passado. Em ambos os casos, é fundamental fincar os pés no presente.

A gratidão é um bom caminho para viver melhor o dia de hoje. Pessoas gratas tendem a ser mais felizes. Elas valorizam o que possuem e não ficam ansiosas em torno do que não têm.

Segundo Amanda Amorim, psicóloga da Clínica Espaço Construir, a positividade e o autoconhecimento precisam ser exercitados também desde cedo. É importante olhar para si e identificar a origem dessas emoções para amenizá-las ou substituí-las.

“Quanto mais você se conhece, maior a probabilidade de se respeitar e se amar. Quando a criança e o jovem encontra na família um bom exemplo de autoconhecimento, autoconfiança e amor à vida, eles encontram espaço para dialogar e crescem desenvolvendo essas habilidades também. Precisamos abordar muito a importância do amor próprio com eles”, explica a especialista.

Foco na prevenção

A primeira medida preventiva é a educação. É preciso perder o medo de falar sobre o assunto. O caminho é quebrar tabus e compartilhar informações. Esclarecer, conscientizar, estimular o diálogo em casa nas escolas.

A campanha Setembro Amarelo tem mobilizado a mídia sobre a depressão e a prevenção ao suicídio e provocado reflexões sobre alguns de seus sinais, como agitação, sensações de angústia (aperto no peito ou na garganta), sudorese, taquicardia, irritabilidade, tensão, sensação de não conseguir ficar parado, isolamento social, entre outros.

-Incentive passeios ao ar livre
-Promova encontro com amigos
-Estimule a fé
-Converse frequentemente sobre os sentimentos da criança/adolescente.
-Participe dessa fase com disposição


Autonhecimento faz diferença

O grande trunfo para minimizar e afastar a ansiedade é conquistar autonomia emocional. As crianças e os adolescentes precisam aprender que suas emoções, atitudes e decisões não podem ser influenciadas pelos amigos ou outras situações. Os problemas, os conflitos e as dificuldades acompanham as pessoas em todas as fases da vida e é possível lidar com eles.

Se forem capazes de reconhecer os gatilhos que lhes deixam ansiosos, terão mais facilidade em manter afastada essa emoção. Um bom exercício é observar e identificar: o que estou pensando e sentindo? Por que estou pensando e me sentindo assim?

“Quanto mais eles aprendem a se perceber, adquirem maior capacidade para se compreender e compreender mundo ao seu redor. Então, conseguirão agradecer mais e focar nos pensamento positivos, que trazem sensações de bem-estar”, ressalta Amanda.

Cooperar é importante

Estabeleça a cooperação em tarefas domésticas, ajude na organização e administração do tempo, estimule a boa convivência familiar.

Meditar faz bem
Respirar com qualidade significa viver mais e melhor. Diminuímos as batidas do coração e essa pausa reduz os pensamentos e traz calma.

Foco no momento presente
Tudo o que temos é o dia de hoje, o amanhã, quando chegar, será hoje novamente.

Valorize as emoções positivas
Fale com seu filho sobre otimismo, coragem, fé, espiritualidade e confiança.

Bom humor dentro das empresas garante a alta performance

A inovação e a construção de equipes de alta performance serão sustentáveis somente se a empresa cuidar da segurança psicológica de seus funcionários e promover um ambiente humanizado.

Isso significa se preocupar com as necessidades dos colaboradores: emocionais, psicológicas, físicas e sociais. “Um espaço humanizado pensa na qualidade de vida e valoriza o capital humano”, explica a psicóloga Amanda Amorim, diretora da Clínica Espaço Construir.

Você sabia que bom humor e produtividade estão relacionados? “Quando nos sentimos felizes, alegres e bem humorados, a produtividade é consequência e o resultado positivo”, acrescenta Amanda.

Segundo a especialista, o bom humor, a alegria e a motivação propiciam a realização das atividades, o enfrentamento de conflitos e a resolução de problemas de maneira mais assertiva.

Por isso, o olhar da organização para as equipes em sua totalidade possibilita a criação e a imaginação. “Para garantir um clima favorável ao crescimento, é importante investir em comunicação clara e transparente, em que os colaboradores possam expressar suas ideias e pensamentos. Qualidade de vida e autoconhecimento devem entrar em pauta no RH. Esse estímulo pode ser feito com palestras e rodas de conversa”.

A psicoterapia é mais uma estratégia para melhorar o ambiente. Quanto mais a pessoa se conhece, melhor a sua capacidade para lidar com o outro. “Valores como empatia, solidariedade, tolerância e paciência são trabalhados na psicoterapia”, ressalta a psicóloga.

Inspire-se nessas 5 dicas para garantir o bom humor em seu espaço de trabalho:

1- Defina bem as funções de cada um
2- Pergunte ao funcionário o que pode ser melhorado e faça mudanças
3- Promova a reflexão sobre autoconhecimento
4- Incentive que a pessoa tenha tempo para cuidar de si
5- Invista em bem-estar

Habilidades socioemocionais nas escolas

Para atender a uma nova geração de alunos, a escola precisa ir além dos conteúdos tradicionais. Eles precisam fortalecer sua capacidade de comunicação, cooperação, ao mesmo tempo perceber suas fortalezas e fraquezas. Nesse cenário, o trabalho com habilidades socioemocionais se tornou uma exigência do Ministério da Educação.

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) determina que as escolas têm até 2020 para implementar programas que contemplem a inteligência emocional. Isto significa trabalhar o autoconhecimento, autocontrole, relacionamento interpessoal, a empatia, entre outros aspectos.

O momento é de transição e as escolas precisam encarar esse processo de forma receptiva e positiva. “Pensar em inteligência emocional é focar no aluno em sua totalidade. É criar e ampliar não só o conhecimento e o intelectual, mas valorizar as competências, habilidades e atitudes”, explica a psicóloga Amanda Amorim, diretora a Clínica Espaço Construir.

Segundo a especialista, é uma oportunidade para dar espaço para que crianças e adolescentes possam expressar seus sentimentos, aprendam a fazer isso e sejam acolhidos de forma humana. “É fundamental ter um olhar para as emoções em todas as experiências de aprendizagem”, acrescenta.

O papel do psicólogo

Ainda há muitas dúvidas sobre como trabalhar essas habilidades nas escolas. O psicólogo é um profissional capacitado para auxiliar nesse processo de implementação da BNCC. Auxilia os dirigentes educacionais, professores e alunos. “É preciso pensar e definir propostas para que trabalhem o autoconhecimento e competências emocionais”, diz Amanda.

Aluno é o protagonista

Isso significa participar ativamente da busca pelo conhecimento. O estudante não é um espectador, que somente escuta seu professor. Ele age. “Quando mais ele busca o autoconhecimento, mais assertivo será em suas escolhas e transformações”, explica a psicóloga Amanda.

Papel da família nesse contexto

Embora a lei seja para as escolas, o exemplo começa em casa. “É importante a família estabelecer momentos de convívio entre si para que possam fortalecer os vínculos afetivos, valores morais e éticos. As crenças e a fé também formam o indivíduo e estimulam a empatia, generosidade, caridade, solidariedade e amor, tão importantes hoje”, ressalta a especialista”.

3 estratégias para estimular habilidades socioemocionais

Dinâmicas de grupo (vivências)
Trabalho social
Construção de projetos sociais

Brincar é uma experiência fundamental na infância e na vida adulta

Brincar é uma experiência fundamental na infância. A brincadeira tem o poder de integrar nosso eu: quando brincamos, entramos em contato com nossos sentimentos, desejos, impulsos e temores, bem como com nossas capacidades e conhecimentos. Por tudo isso e muito mais, os adultos que compartilham desses momentos ganham também.

A brincadeira se baseia na criação, na invenção de novos possíveis, na transformação do que não é em algo que pode vir a ser. Brincando, você pode ser qualquer coisa, enfrentar e viver seus medos. As crianças aprendem enquanto brincam, expõem angústias, tristezas inconscientes, expectativas e alegrias. É natural para elas.

Por que muitos adultos têm tanta dificuldade em brincar? “Porque eles tendem a absorver os problemas como um fardo e não como aprendizado. É comum o adulto ter dificuldade de encarar a vida com leveza. O dia a dia, as contas, o trabalho, a vida familiar consomem muito e não sobra tempo para descontrair. No final do dia, estão esgotados”, explica Amanda Amorim, psicopedagoga e diretora da Clínica Espaço Construir.

Segundo ela, é importante dar voz a criança que mora dentro de cada um. Uma reflexão pertinente a esta época de férias, quando os filhos exigem mais atenção e momentos de diversão com toda a família. “Comece se permitindo relaxar. Resgate brincadeiras de infância e mostre como você brincava na sua infância. Isso pode ser restaurador para ambos”, acrescenta a especialista.

Alguns pais relatam “não gostar de brincar”. Tudo bem nisso. Ainda assim, é preciso se envolver, se conectar com o filho e o melhor caminho é brincando. “Ao fazer isso, automaticamente, você entra no mundo dele sendo mais sensível, sincero, lúdico e verdadeiro. Sem envolvimento, no entanto, a criança se frustra e percebe a falta de prazer daquele momento”.

Brincar transforma

“Trazer leveza para o cotidiano vai gerar bem-estar, sensação de felicidade e sorrisos. Isso aproxima as relações e promove vínculos afetivos, fundamentais na infância e na adolescência”, explica Amanda.

Brincar é terapia. O brincar constrói a confiança, a segurança e promove a alegria. Quer melhorar a relação familiar, mergulhar no universo do seu filho e redescobrir um momento leve no seu dia? Brinque!
Aproveite as férias escolares

Veja 3 dicas de como inserir o brincar na rotina

1- organize seu dia para que consiga relaxar e descansar no mínimo 30 minutos para brincar;
2- ao brincar, se desligue de celular, TV e atividades que tirem seu foco;
3- encare o brincar como um momento de descontração e não obrigação.

Aproveite melhor as férias

Com crianças:

1 – jogos de tabuleiro;
2 – atividades ao ar livre (andar de bicicleta ou caminhar);
3 – cuidar dos animais de estimação juntos;
4 – brincadeiras antigas (pular corda, esconde-esconde, passa-anel…).
5- brincar de faz de conta.

Com adolescentes:

1- assistir filmes e séries juntos;
2- cozinhar juntos;
3- caminhar e conversar;
4- ouvir músicas.