Rotina ajuda a família a organizar o tempo e cultivar saúde

A quarentena trouxe uma forma nova de vivência familiar e outra dinâmica profissional a muitas pessoas. Com o trabalho home office e o ensino a distância mantendo os filhos mais tempo em casa, é preciso repensar a organização de tudo isso para cultivar a saúde física e emocional, tão importantes neste momento.

A psicóloga Amanda Amorim, da Clínica Espaço Construir, lembra que investir na rotina trará tranquilidade a todos. “A rotina é positiva em qualquer fase e ainda mais em situações desafiadoras. É um caminho possível para favorecer a tranquilidade na vida pessoal e profissional, pois reduz o estresse e a ansiedade em casa, uma vez que definimos como será o nosso dia e a semana”, explica.

Na prática, você pode criar um quadro com atividades para cada membro da família e deixar visível para que todos acompanhem. “Com crianças, podemos utilizar imagens que ilustram o que vai acontecer, como hora do banho, hora de comer, brincar, dormir, estudar e hora com a mamãe e papai”, explica a psicóloga.

Segundo ela, a rotina serve para trazer organização mental do que fazer e quais são as prioridades. “Diante de tanta cobrança pela produtividade, é importante saber que, sem qualidade de vida, fica difícil produzir no isolamento social. Precisamos nos adaptar, compreender o novo contexto familiar para reduzir o estresse e a ansiedade”.

“Dar conta” neste momento significa cumprir compromissos profissionais, mas sem descuidar de si e de quem você ama. “Não dá para abrir mão da higiene, saúde, sono, alimentação e aprendizado. Isso tudo nos motiva e nos ajuda a seguir em frente mais feliz, por isso precisam entrar na rotina”, acrescenta Amanda.

Se este assunto te interessou, veja aqui nosso outro texto com dicas para lidar com as crianças e os adolescentes na quarentena.

Como lidar com as crianças e os adolescentes na quarentena

A suspensão das aulas foi uma das medidas utilizadas para minimizar a disseminação do novo coronavírus. No começo, a expectativa de que os filhos voltariam à escola em breve ajudou muitas famílias a encarar essa situação inesperada. Os dias foram passando, as aulas não retornaram. Pelo contrário, se tornaram a distância. Muitos questionamentos surgiram, entre eles “como lidar com as crianças e os adolescentes nesse novo contexto dentro de casa?”.

Existem alguns caminhos possíveis e na news de hoje o nosso foco é em um deles: a rotina. Significa a organização de tarefas, atividades diárias e momentos que, de certa forma, se repetem semanalmente. Diferente do que alguns imaginam, não é algo rígido e desmotivador.

“É fundamental preservar a harmonia e conseguimos isso por meio da rotina. Quando temos a ideia do que irá acontecer ao longo do dia, a criança fica menos ansiosa e o adolescente menos irritado. O lado bom da rotina é reduzir o estresse”, explica a psicóloga Amanda Amorim, da Clínica Espaço Construir.

Como estabelecer uma rotina na quarentena?

Segundo a especialista, em tempos de quarentena, o importante é estabelecer uma rotina de tarefas que contemple algumas áreas da vida, como: horários para se alimentar, exercitar, trabalhar, estudar, descansar e se espiritualizar. “Assim, conseguimos atingir equilíbrio e, então, sentimos bem-estar”.

Rotina sem cobranças exageradas

Não se cobre caso não consiga cumprir alguma atividade que havia programado. Estamos, todos, vivendo uma fase de novos aprendizados e muita readaptação. “Seja amoroso consigo e com quem convive. Tente pelo menos estabelecer horário para comer e dormir. São necessidades básicas importantes para manter a saúde e a produtividade de toda a família”, ressalta a psicóloga Amanda.

Confira 6 itens essenciais para incluir na rotina familiar

Neste momento, alguns comportamentos podem sinalizar ansiedade nas crianças e nos adolescentes. É importante observar excesso de fome, roer unhas, distúrbios do sono (pesadelos), dores de cabeça constantes e aumento da agressividade, por exemplo.

A rotina vai ajudar muito a reduzir situações angustiantes em casa. A psicóloga listou seis itens que podem tornar os dias mais tranquilos:

– Horários para as refeições em família, sempre que possível, e diálogo (pode ser favorecido por meio do yoga, leituras ou oração);
– Exercício físico;
– Exercício mental: estudos, leitura e jogos de raciocínio lógico;
– Horário para dormir: no mínimo 8 horas por noite;
– Lazer: filmes, jogos, bate-papo virtual com os amigos;
– Organização: proponha também um tempo para arrumação em guarda-roupa, sapatos e brinquedos, pois essa prática ajuda na organização emocional interna.

Como lidar com a ansiedade e o estresse no isolamento

Você sabia que os pensamentos e as emoções influenciam diretamente na saúde física? Cada vez mais, estudos investigam os efeitos dos pensamentos na vida das pessoas e a conexão entre a mente e o corpo. Manter a mente em harmonia é fundamental para evitar dores e doenças físicas. É possível lidar com a ansiedade e o estresse no isolamento.

As emoções são sentimentos produzidos a partir dos nossos pensamentos (inconsciente ou consciente). Essa consciência pode ser boa e ruim, previsível ou imprevisível. “Podemos ter sensações boas ou não a partir das nossas reflexões”, explica a psicóloga Amanda Amorim, da Clínica Espaço Construir.

Segundo ela, a partir do que pensamos, construímos nosso mundo interno. Pensamentos também podem ser entendidos como crenças. “Sendo estas limitantes ou não no nosso processo de desenvolvimento”, acrescenta.

Pensar é uma condição humana e não é possível simplesmente eliminar um pensamento que, por sua vez, gera alguma emoção dentro de nós.

O que fazer então? “Devemos controlar o que pensamos por meio de treino e exercícios mentais. A partir disso, aprendemos a ressignificar as nossas ideias e, consequentemente, experimentaremos emoções diferentes”, ressalta a psicóloga.

Ressignificar é dar um novo sentido. “Na terapia, o processo é profundo. Precisamos analisar e compreender o motivo de tal pensamento ou crença. Então, a partir desta descoberta, conseguimos ajudar o paciente a transformar o que surge em sua mente”.

Estamos vivendo momentos de dores e angústias. A pandemia do Covid-19 trouxe muitas incertezas e medos na humanidade. “Nesse contexto, tendemos a nos misturar com esses sentimentos. Podemos aprender a ser empáticos sem absorver sensações que não são minhas”, explica Amanda.
Outro ponto importante é ter consciência de que é capaz de gerar sentimentos bons e ruins, por isso o melhor é se autorresponsabilizar pelos acontecimentos da vida. “Isso nos empodera, fortalece e motiva a fazer algo por nós mesmos a partir de uma pergunta: o que quero pra mim?”, ressalta a psicóloga.

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Você não tem o controle sobre tudo, mas pode cuidar dos seus pensamentos:

1- Para cada pensamento ruim, faça uma substituição  positiva. Por exemplo: “tenho medo de ficar doente” por “estou saudável”;
2- Vigie pensamentos e o que vê. Estimule os sentidos com imagens, falas e escutas boas;
3- Reflita sobre as suas realizações. Pense sobre as suas ações e conquistas diárias e reconheça os pontos positivos nelas. Elas estão na simplicidade;
4- Procure relaxar a mente pelo menos por alguns minutos todos os dias. Respire, leia um livro, assista a um bom vídeo e experimente ficar em silêncio;
5- Veja o lado bom nas situações;
6- Movimente seu corpo e respire profundamente;
7- Invista em autoconhecimento! E, neste momento, é possível fazer terapia on-line.

“Tudo depende de como vemos as coisas e não de como elas são”, Carl Jung.

Qual é o papel do medo em nossas vidas?

“Todos os homens têm medo. Quem não tem medo não é normal; isso nada tem a ver com a coragem”, Jean-Paul Sartre. O filósofo nos faz pensar nos papel do medo em nossas vidas. Será que precisamos superá-lo? Quando é preciso buscar ajuda?

“O medo tem como papel principal o de sinal de alerta diante de algo que causa a sensação de ameaça. Na infância, é comum medo de escuro, fantasmas, de crescer, de perder os pais, por exemplo”, explica Amanda Amorim, psicóloga da Clínica Espaço Construir.

Segundo ela, a criança tende a se comportar a partir de modelos, reproduzindo o que vê e percebe. Então, pais medrosos em excesso, filhos com grandes probabilidades de se mostrarem medrosos. “Aprender a enfrentar nossos medos é um ótimo modelo de assertividade para os pequenos”, acrescenta.

Na fase adulta, os medos estão mais relacionados ao fracasso e julgamento alheio. Isso prejudica as tomadas de decisões, porque a pessoa se mostra insegura e confusa. Pode acontecer de haver medo de altura, de lugares fechados e também diante de situações inesperadas, como as que estamos vivendo nos últimos tempos.

Apesar de ser algo natural na infância e na fase adulta, o medo precisa ser compreendido e, muitas vezes, superado. Quando ele paralisa a vida, é hora de procurar ajuda e buscar autoconhecimento para lidar melhor.

Como lidar com o medo

Para vencer, é fundamental trabalhar a autoconfiança e a autoestima. Em terapia, é possível compreender que tipo de medo temos: reais ou irreais. Falar e identificar quais são os pensamentos, sentimentos e criar consciência para fortalecer as emoções e lidar com o medo são caminhos importantes.
“Há a necessidade de entender quais são as crenças que absorvemos no decorrer da vida sobre os medos. E, então, desmistificar para lidar melhor com eles”, ressalta a psicóloga.

Ajude as crianças
Ouça seus medos e jamais julgue ou me
nospreze o medo da criança. Busque soluções para lidar com o medo compartilhado. Se for de escuro, ofereça uma lâmpada acesa. Estimule o diálogo!

Terapia on-line em tempos de Coronavírus

A pandemia do Coronavírus impactou a rotina de muitas empresas e famílias. Mudou a vida de todos nós. O trabalho remoto e o isolamento da população em casa foram adotados como medida importante para frear a contaminação em nosso país.

Durante esse período, é fundamental manter o senso de comprometimento e a organização para que a vida profissional não pare. Muitas escolas já estão oferecendo o ensino à distância como excelente alternativa para o ritmo de estudos não ser prejudicado, por exemplo.

Milhares de profissionais estão mantendo suas jornadas de trabalho usando o computador e a internet. Nos conectamos diariamente com todos os que precisamos. E a saúde, como fica nesse cenário? Academias e espaços abertos também foram fechados.

Assim como a maioria dos serviços continuam funcionando apesar de não ser presencialmente, existem alternativas para cuidar do emocional também, à distância. Além de diversos aplicativos que propõem exercícios, como Asana Rebel (yoga e funcional), é possível fazer terapia on-line. Sim!

Da mesma forma que acontece no presencial, a terapia on-line acontece com: acolhimento, empatia, ética, comprometimento com horário, sem interrupções e ambiente adequado e equipamentos que funcionem.
Alternativas

É tempo de inovar e seguir. O Google liberou gratuitamente algumas ferramentas para contribuir com a produtividade de todos em home office. Qualquer pessoa pode usar ferramentas, como Gmail, Calendário, Drive, Classroom, Hangouts Meet e Hangouts Chat, além do G Suite for Education, enquanto trabalham, aprendem e se cuidam remotamente.
Vamos, juntos, manter os cuidados com a saúde mental!

Por que é tão difícil mudar?

Já parou para pensar por que é tão difícil mudar? Uma das razões é porque mudar exige esforço e dá trabalho. A mudança é desconhecida. Geralmente, é algo que não foi vivido ainda. Isso gera insegurança e medo. Esses sentimentos são compreensíveis, mas é preciso saber lidar com eles.

A mudança pode surgir em qualquer área da vida e a todo o momento. Pode vir configurada em um emprego novo ou em transformações no trabalho, nos relacionamentos, condição social, planos e outras situações.

Dois passos são fundamentais para lidar com as mudanças. O primeiro é investir em autoconhecimento e isso também é doloroso. É importante perceber sua identidade, gostos, necessidades, limitações e se autorresponsabilizar. Culpar menos os outros e assumir a postura de quem aprende e progride.

O segundo é transformar o medo em ação. “Ter foco e objetivo. O medo faz parte e ter consciência de que ele existe já é um grande passo para a transformação do medo em ação”, explica a psicóloga Amanda Amorim, da Clínica Espaço Construir.

Em tempos de mudanças constantes, quem não se adapta, perde oportunidades. “As mudanças estão presentes e são constantes em nossa vida. O jeito é encará-las de forma positiva e aprender com cada uma delas. Quem possui dificuldades para lidar com isso, perde oportunidades. Uma delas, a de novas aprendizagens”, ressalta.

Segundo Amanda, em terapia, é possível refletir e desenvolver estratégias para lidar com o inesperado. “A terapia é o processo para ser conhecer e identificar suas potencialidades e fragilidades para que possa tomar decisões assertivas e conquistar mais tranquilidade”.

A especialista destaca três dicas para lidar com mudanças:

1- Seja otimista e busque o aprendizado nas mudanças;
2- Não queira controlar o mundo. Confie! A mudança pode ser boa;
3- Invista sempre na autoanálise. Ela é fundamental na tomada de decisões.

Oficina das emoções desenvolve habilidades socioemocionais nas escolas

A nova geração de crianças e adolescentes vive uma realidade completamente diferente de 20 anos atrás. Guiados pela tecnologia e com o acesso ilimitado ao conhecimento e à informação, é impossível exigir o mesmo comportamento de antigamente. Para enfrentar os novos desafios de educar e ensinar, é fundamental desenvolver neles habilidades socioemocionais em casa e na escola.

A rotina de muitas famílias é exaustiva e esta realidade acaba reduzindo o tempo de acompanhamento dos filhos. Para compensar a vida frenética e proporcionar conforto e segurança, a superproteção ganha espaço demais e gera problemas.

“É importante que os pais não poupem seus filhos de lidar com a frustração e outros sentimentos negativos. Precisamos falar sobre isso com as crianças e os jovens e ajuda-los no processo de autoconhecimento. Lidar com desafios é importante agora e no futuro”, explica a psicóloga Amanda Amorim, da Clínica Espaço Construir.

Nesse contexto, os cuidados com sentimentos e emoções nunca foram tão importantes como agora. “As emoções são respostas neurais para estímulos externos. O sentimento, por sua vez, é uma resposta à emoção e diz respeito a como a pessoa se sente diante daquela emoção. É preciso aprender a identificar cada uma”, acrescenta.

Segundo ela, quando o filho ou o aluno encontra um espaço acolhedor para expressar o que sente, tudo flui melhor. A causa de comportamentos agressivos ou explosivos, por exemplo, é descoberta. Com isso, as dificuldades são enfrentadas e o conflito reduzido.

“Controlar as emoções, conviver com as diferenças, tomar decisões, expor a opinião, respeitar o outro e agir com autoconfiança são aprendizados. Quando possibilitamos a reflexão sobre isso, abrimos um caminho mais positivo”.

Na prática

Um trabalho tem sido bem positivo em alguns colégios e no consultório: é a oficina das emoções. A psicóloga escolhe um filme para discutir e refletir. As crianças e os adolescentes precisam identificar um sentimento bom e um ruim e duas emoções na história que assistiram. Uma roda de conversa é montada e todos falam sobre suas percepções, compartilham experiências e vivências associadas ao conteúdo apreciado. Esse é um bom caminho para promover autoconhecimento.

Por que é importante falar das emoções

Em qualquer fase da vida, todos nós aprendemos mais e melhor quando temos condições emocionais para isso. Além de favorecer o aprendizado em sala de aula, o autoconhecimento estimula a responsabilidade, a persistência, a resiliência, a criatividade, a cooperação, reduz o medo de errar e o bullying.


Confira atividades simples que podem ser trabalhadas em sala de aula e em casa

– Brincar com emojis: eles fazem parte da vida das crianças e dos adolescentes. Utilize alguns para conversar sobre situações em que eles se sentiram com determinada “carinha”.

-Fantoches: para crianças pequenas, quanto mais lúdico for, melhor. Dramatize e crie personagens para falar sobre as emoções.

– Jogos, cartas e baralho da emoção: também ajudam a tornar as emoções mais claras dentro de cada um.

Janeiro Branco: Saúde mental deve ser abordada nas empresas

Janeiro Branco, a maior Campanha do mundo em prol da construção de uma cultura da Saúde Mental na humanidade, nasceu para tornar realidade o ideal de um mundo mais saudável fisicamente e também emocionalmente. O tema deve ser abordado dentro das empresas com urgência.

Essa é mais uma oportunidade de colocar em máxima evidência a prevenção ao adoecimento emocional que, hoje, afasta milhares de colaboradores em diversas organizações. “Precisamos convidar as pessoas para cuidar de si, de sua saúde, de seu bem-estar. As empresas podem melhorar as relações sociais e a saúde de todos”, diz a psicóloga Amanda Amorim, da Clínica Espaço Construir.

Segundo ela, as questões mentais, sentimentais, relacionais, comportamentais merecem destaque, atenção e, claro, cuidado. “Autoconhecimento, psicoterapia no ambiente de trabalho e ações que buscam a qualidade de vida precisam entrar na lista de prioridades. Quem cuida da mente, cuida da vida. É capaz de criar, colaborar e, então, produzir”.

Há sofrimentos que podem ser prevenidos. Há dores que podem ser evitadas e tratadas. “A saúde mental é fundamental para que possamos atingir metas e objetivos concretos. Pensar na saúde emocional dos colaboradores é uma excelente estratégia para garantir o sucesso de qualquer negócio”, ressalta.

Confira 4 ações podem gerar transformações no ambiente de trabalho:

Psicoterapia online – ofereça atendimento gratuito para as equipes
Palestras sobe saúde – encontros são sempre bem-vindos
Meditação e yoga – valorize atividades que trabalham o autoconhecimento e a respiração
Grupos para exercícios – praticá-los também é fundamental

Autorresponsabilidade é a chave para o seu sucesso pessoal e profissional

Culpar outras pessoas não ameniza a dor e não resolve problemas. Ao procurar culpados, deixamos de crescer na vida pessoal e profissional. É nesse contexto que surge a ideia da autorresponsabilidade, que significa que você é o único responsável pelo seu sucesso e felicidade. Já pensou nisso?

Se as suas finanças, por exemplo, estão deixando a desejar, não adianta culpar a crise econômica do país ou seu chefe. Se você se sente estressado, nada resolverá dar justificativas que é o trabalho ou a falta de tempo para descansar.

Segundo Amanda Amorim, psicóloga da clínica espaço construir, a autorresponsabilidade dá à pessoa mais controle sobre todos os aspectos da própria vida. Com isso, ela reflete sobre suas ações ao invés transferir a culpa para os outros ou coisas, aprende e progride.

“Ela é a base da psicoterapia. Quando conseguimos fazer o paciente compreender a importância de ele ser o protagonista de sua história, é transformador”, explica.

Se autorresponsabilizar é um desafio porque é fundamental ser flexível e receptivo, sendo que a maior parte do tempo queremos ser controladores e rígidos. “Para superar, precisamos nos propor a avaliar nossas atitudes e comportamentos. Autoconhecimento é essencial. Esteja aberto a mudar os hábitos, foque nos resultados e aprenda com os erros”, acrescenta a especialista.

Escolha o caminho da autorresponsabilidade e lembre-se:

Não há desculpa para o fracasso
Assuma o comando da sua vida: você é responsável por seus objetivos
Supere as frustrações
Dê um passo de cada vez. Seja perseverante
Coloque suas metas no papel e siga em frente
Ao invés de tentar justificar seus erros, aprenda com eles.

6 dicas para lidar com a ansiedade e ajudar o seu filho a aprender melhor

O início do ano é um bom momento para traçar metas, readaptar e estabelecer novos desafios. O descanso nos auxilia a pensar com mais clareza e motivação. Aproveite o período de férias para fazer uma retrospectiva dos aprendizados que o seu filho e a sua família tiveram em 2019 e crie um plano em busca de desenvolvimento.

Segundo Amanda Amorim, psicóloga e psicopedagoga da Clínica Espaço Construir, este é o momento de identificar os desafios no processo de aprendizagem das crianças e dos adolescentes. “Todos são capazes de aprender. No entanto, alguns se deparam com desafios diferentes no processo de aprendizagem. Precisamos estar sempre atentos às dificuldades e promover mudanças para que consigam superá-las”.

Alguns sinais de que algo não segue bem servem de alerta. Desmotivação para ir à escola, falta de prazer para realizar atividades escolares (pintar, escrever, ler), inquietação e baixo rendimento são pontos que merecem atenção.

Dificuldades de concentração, dificuldades na leitura e escrita (leitura silabada, trocas fonológicas, erros ortográficos), tristeza, sono, cansaço também são fatores que desmotivam o aprendizado. É importante perceber se isso aconteceu em 2019 para mudar em 2020.
“Identifique e ofereça ferramentas para que o desenvolvimento aconteça dentro do esperado. Isso refletirá em uma criança mais feliz, um adolescente mais autoconfiante”, ressalta a especialista.

Novo ano, novos desafios

Um passo importante é se apropriar das conquistas, rever e identificar o que precisa ser modificado e aperfeiçoado para que novos sonhos se realizem. Sempre podemos melhorar pensamentos, comportamentos e atitudes. Pensar nisso faz parte do processo de planejamento de metas e favorecerá o bom desempenho escolar dos filhos.

Como ajudar o seu filho a aprender melhor
Ir mal na escola ou ter dificuldades de aprendizado não significa que a criança e o adolescente não gostam de estudar. É preciso entender o que está acontecendo e se realmente existe uma origem dentro do cérebro.

O transtorno de aprendizagem se caracteriza por ser um distúrbio/disfunção neurológica. No entanto, existem métodos diferentes e eficientes capazes de ajudar a criança a aprender. Já a dificuldade de aprendizagem significa obstáculos ou barreiras de cunho cultural, cognitivo ou emocional. Da mesma forma, podem ser revertidos.

Além disso, é fundamental cuidar das emoções. “Os novos desafios, a vida agitada trazem efeitos negativos na vida deles. Algo muito importante é valorizar as emoções positivas todos os dias em casa. Fale com seus filhos sobre otimismo, coragem, fé, espiritualidade e confiança. Dê exemplos disso. Isso fará grande diferença na vida deles”, ressalta a psicóloga e psicopedagoga Amanda.

Como ajudar a criança aprender melhor

1- Continuar mostrando amor mesmo quando os desafios na escola aparecem;
2- Esperar e respeitar as condições e capacidades;
3- Estimular e propiciar momentos de aprendizagem;
4- Ouvir e estimular o diálogo em casa;
5- Trabalhar habilidades socioemocionais, como autoconfiança, autoestima, comunicação, respeito, desde cedo;
6- Favorecer o autoconhecimento.